foto de Pedro Correia in "Jornal de Notícias"
Estou convencido que o falazar foi algo que nos ficou enraízado, tal como aqueles "quantos são, quantos são ?" de um certo major agora votado ao esquecimento.
Temos, no meio de tantas virtudes, como a descoberta do caminho marítimo para Índia e outros triunfos nunca por demais repetidos, alguns defeitos, como de fazermos uma coisa num dia e, pouco depois, o seu contrário.
É admirável o nosso planeamento, e a forma como ele desaparece findos apenas seis anos. Somos admiráveis também na Arte de fazer Esperar, seja nos tribunais, nas consultas médicas, nos balcões dos bancos e em toda a parte onde o leitor queira pensar.
No caso da Esquadra de Cedofeita, que era a Junta da Freguesia, a qual teve de se deslocalizar para um edifício com menos dignidade, e muito mais alumínio nas portas. As negociações com a Junta datavam de 2018 e em 2020 inaugurava-se, pintada de verde, a nova esquadra da PSP, com pompa e a presença do então ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita. Na altura "mandava" o PS.
Foi durante esse período que, tendo eu perdido o cartão de cidadão, fui prontamente cumprir o meu dever de participar na dita Esquadra o desaparecimento. Para meu espanto, seria aí meio-dia, disse-me um sôr agente que o colega de serviço estava a almoçar. "A almoçar?" perguntei eu espantado. "Então e há só um agente de serviço?" ao que o mesmo retorquiu que não era ele.
Furioso, fui dar uma volta para me desirritar, que aquilo para mim não fazia sentido.
Temos, no meio de tantas virtudes, como a descoberta do caminho marítimo para Índia e outros triunfos nunca por demais repetidos, alguns defeitos, como de fazermos uma coisa num dia e, pouco depois, o seu contrário.
É admirável o nosso planeamento, e a forma como ele desaparece findos apenas seis anos. Somos admiráveis também na Arte de fazer Esperar, seja nos tribunais, nas consultas médicas, nos balcões dos bancos e em toda a parte onde o leitor queira pensar.
No caso da Esquadra de Cedofeita, que era a Junta da Freguesia, a qual teve de se deslocalizar para um edifício com menos dignidade, e muito mais alumínio nas portas. As negociações com a Junta datavam de 2018 e em 2020 inaugurava-se, pintada de verde, a nova esquadra da PSP, com pompa e a presença do então ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita. Na altura "mandava" o PS.
Foi durante esse período que, tendo eu perdido o cartão de cidadão, fui prontamente cumprir o meu dever de participar na dita Esquadra o desaparecimento. Para meu espanto, seria aí meio-dia, disse-me um sôr agente que o colega de serviço estava a almoçar. "A almoçar?" perguntei eu espantado. "Então e há só um agente de serviço?" ao que o mesmo retorquiu que não era ele.
Furioso, fui dar uma volta para me desirritar, que aquilo para mim não fazia sentido.
Passada meia hora voltei lá e o ausente agente que estava de serviço já lá se encontrava.
"Então, soube-lhe bem o almoço?" disse, sarcástico. O visado retorquiu que tinha o direito de almoçar conforme o despacho tal e tal. "O senhor fez a tropa?" perguntei-lhe. Em vez de me responder pegou numa folha de papel e pediu-me os dados, dizendo que "me compreendia".
Quando, no fim do preenchimento lhe vi a caligrafia, fiquei esclarecido. Para este agente, os seus direitos de mastigação eram prioritários aos do atendimento, a que se aliava uma absolutamente inaceitável falta de raciocínio lógico, que era de ter um substituto por uma hora. Era o comportamento de grupo em auto-protecção.
Mas se isto é grave, mais grave é que, seis anos depois, com outro galo no poleiro, se tenha desbaratado o dinheiro público e, de fininho, como diz o Jornal de Notícias, tenha a esquadra sido esvaziada de 30 agentes (nunca pensei que fossem tantos), ficando uns quantos para dar informações a turistas...
Não sei de quem foi a brilhante ideia, mas de facto nunca vi por perto nenhum agente da PSP.
Não sei de quem foi a brilhante ideia, mas de facto nunca vi por perto nenhum agente da PSP.
Não sei porque me dá este espanto pelo desbaratar do dinheiro público, pela pouca urbanidade que o desconhecido poder que tal decide denota para com a população desta freguesia.
Depois da Arte da Guerra de Sun Tzu e de Maquiavel, passando pela Arte da Espera vem, a rematar, a Arte da Desaparição.
Leia-se este texto sob o som de "Tudo isto é fado".
Depois da Arte da Guerra de Sun Tzu e de Maquiavel, passando pela Arte da Espera vem, a rematar, a Arte da Desaparição.
Leia-se este texto sob o som de "Tudo isto é fado".

Comentários
Enviar um comentário